walkthrough gentoo
Sábado, Março 27, 2004
XIV - lm_sensors
Instalando e configurando o lm_sensors:
Com o lm_sensors podemos extrair dados como a temperatura do processador, placa mãe, além de outros dados como a rotação do cooler, dentre outras.
Antes de mais nada, para que o lm_sensors funcione corretamente, é necessário ter o suporte i2c devidamente configurado em seu kernel.
Na série 2.6 o i2c deve-se habilitar o seguinte suorte:
* Code maturity level options
[*] Prompt for development and/or incomplete code/drivers
* Bus options (PCI, PCMCIA, EISA, MCA, ISA)
[*] PCI support
[*] ISA support (não é necessário desde o release 2.6.2-rc1)
* Device Drivers
I2C Support
I2C Algorithms
I2C Hardware Bus support
I2C Hardware Sensors Chip support
Com os módulos compilados, é hora de baixar o lm_sensors própriamente dito, note que é necessário instalar uma versão compatível com a versão de seu kernel, por isso verifique primeiramente em Linux System Hardware Monitoring
De acordo com as instruções na página do lm_sensors, baixei a versão 2.8.4 do mesmo em ftp://ftp.netroedge.com/pub/lm-sensors/lm_sensors-2.8.4.tar.gz
Baixei o arquivo em /usr/src e descompactei:
#cd /usr/src
#tar xzvf lm_sensors-2.8.4.tar.gz
#cd lm_sensors-2.8.4
Conforme explicado no arquivo QUICKSTART que compõe o pacote, para usuários da série 2.6 do kernel só precisa de "make user" e "make user_install" para compilar o lm_sensors.
#make user
#make user_install
Atualizei o ambiente e as bibliotecas:
#ldconfig
#env-update
Pronto, o lm_sensors está instalado, agora devemos configurá-lo, para isso execute:
#modprobe i2c-dev
#/usr/local/sbin/sensors-detect
Serão feitas algumas perguntas, a primeira é se você deseja executar o script ou não, é claro que deve-se responder "Yes" a esta pergunta.
O script irá tentar detectar o adaptador PCI Bus de sua placa mãe, no meu caso o encontrado foi:
Use driver `i2c-sis645' for device 00:00.0: Silicon Integrated Systems SIS745
Use driver `i2c-sis645' for device 00:02.0: Silicon Integrated Systems 85C503/5513 (LPC Bridge)
Embora o script sugira que seja carregado o módulo o qual deve ser compátivel com meu chipset, o mesmo não é encontrado, então tanto faz responder "Yes" ou "No" nesta parte.
A próxima pergunta é se você deve ser questionado sobre adaptores não detectados, para essa pergunta utilizo o valor padrão "No".
A próxima pergunta nos diz que o módulo 'i2c-dev' não está carregado (embora ele esteja) e questiona se desejamos ou não carregá-lo, utilizar o valor padrão "Yes" apenas irá gerar o erro de que o módulo já está carregado.
Agora chegamos ao ponto que realmente interessa, a detecção de "ISA bus", desta foram responda "Yes" a esta questão, para que o script tente detectar o chipset de sua placa mãe, o que no meu caso foi:
Probing for `ITE IT8705F / IT8712F / SiS 950'
Trying address 0x0290... Success!
(confidence 8, driver `it87')
Responda o valor padrão para a próxima pergunta, e continue com enter quando solicitado, uma informação como essa será exibida:
Driver `lm78' (may not be inserted):
Misdetects:
* ISA bus address 0x0290 (Busdriver `i2c-isa')
Chip `National Semiconductor LM78' (confidence: 7)
Driver `it87' (should be inserted):
Detects correctly:
* ISA bus address 0x0290 (Busdriver `i2c-isa')
Chip `ITE IT8705F / IT8712F / SiS 950' (confidence: 8)
Novamente utilizo a resposta padrão(ISA) para que o script indique os módulos a serem carregados para a opção de bus ISA.
O script indique que a seguinte linha seja adicionada ao /etc/modules.d/aliases e executar modules-update logo após.
alias char-major-89 i2c-dev
Também é indicado que sejam carregados os módulos "i2c-isa" e "it87" para que o lm_sensors funcione.
Adicione os módulos ao arquivo /etc/modules.autoload.d/kernel-2.6:
i2c-isa
it87
Desta forma os módulos serão carregados automaticamente na inicialização do sistema.
Para testar o lm_sensors execute:
#/usr/local/bin/sensors
uma tela como esta será exibida:
it87-isa-0290
Adapter: ISA adapter
VCore: +1.61 V (min = +1.53 V, max = +1.87 V)
Vcc2.5v: +2.48 V (min = +2.25 V, max = +2.75 V)
+3.3V: +3.26 V (min = +2.96 V, max = +3.60 V)
+5V: +4.91 V (min = +4.50 V, max = +5.48 V)
+12V: +12.28 V (min = +11.36 V, max = +13.80 V)
-12V: -11.74 V (min = -10.80 V, max = -13.10 V)
-5V: -4.65 V (min = -5.02 V, max = -6.01 V) ALARM
CPU Fan: 3026 RPM (min = 3000 RPM, div = 2)
M/B Temp: +39 C (low = +20 C, high = +60 C) sensor = thermistor
CPU Temp: +47 C (low = +20 C, high = +60 C) sensor = thermistor
O lm_sensors se utiliza do arquivo /etc/sensors.conf para parametrizar cada sensor, de acordo com o chipset em uso. Algumas informações podem não ser exibidas corretamente, tendo que ser configuradas manualmente no arquivo em questão.
No meu caso a informação de Temperatura da CPU, além de -12V e -5V não correspondiam as informadas na bios, então procurei no google por "A7S333 lm_sensors" e encontrei a página ASUS A7S333 HOWTO que me orientou na configuração do arquivo /etc/sensors.conf para minha placa mãe.
Outra informação que encontrei nesta página foi para adiconar a seguinte linha ao /etc/modules.d/aliases:
options it87 temp_type=0x38
Como o arquivo /etc/sensors.conf foi alterado, é necessária a execução do seguinte comando (como root):
#/usr/local/bin/sensors -s
Desta forma qualquer programa que se utilize do lm_sensors irá obter as informações corretas, de acordo com a configuração do arquivo sensors.conf.
Para não precisar executar este comando a cada inicialização do sistema, acrescente-o no arquivo /etc/conf.d/local.start
Pronto, agora é só executar o programa /usr/local/bin/sensors para obter os dados atualizados.
Pode-se inclusive utilizar algum programa como o karamba, gkrellm ou gdesklets que exibem as informações do sistema e com certeza têm plugin para o lm_sensors.
Bibliografia
Linux System Hardware Monitoring - http://secure.netroedge.com/~lm78/index.html
ASUS A7S333 HOWTO - http://www.nikosoft.net/howtos/a7s333.php
Terça-feira, Março 16, 2004
XIV - Impressoras
Para instalar sua impressora, primeiro verifique se ela é usb ou paralela, e certifique-se de que você tem os devidos módulos compilados.
Adicione cups, foomaticdb, ppds e usb (se você estiver usando uma impressora USB) para a variável USE (/etc/make.conf).
USE="cups foomaticdb ppds usb "
# emerge cups
# emerge foomatic
caso esteja usando USB, carregue os seguintes módulos:
# modprobe usbcore
(Para série kernel 2.4)
# modprobe printer
(Para série 2.6)
# modprobe usblp
Após carregados os módulos, plugue a impressora e verifique nos logs do sistema se ela foi detectada.
#dmesg
ou
#tail /var/log/messages
Você deve ver algo como:
hub.c: USB new device connect on bus2/2, assigned device number 2
printer.c: usblp0: USB bidirectional printer dev 2 if 0 alt 1 proto 2 vid 0x03F0 pid 0x1104
Para impressora paralela carregue os seguintes módulos:
# modprobe lp (Somente para a série 2.6)
# modprobe parport
# modprobe parport_pc
da mesma forma, verifique no log do sistema se a impressora foi detectada, você deve ver algo como:
lp0: using parport0 (polling).
Pra fazer um teste e ver se a impressora está funcionando faça o seguinte:
echo "Teste 1, 2, 3" > /dev/lp0
ou
echo "Teste 1, 2, 3" > /dev/usb/lp0
Para utilizar a impressora através do cups é necessário que seja instalado os drivers da impressora, verifique em linuxprinting.org para descobrir o driver necessário para sua impressora ou siga os passos abaixo logo após a parte da inicialização do cupsd.
Nesse caso estou utilizando uma HP 400, então utilizo os drivers hpijs
#emerge hpijs
*A última versão estável disponível na data desse post era a 1.4.1, porém esta versão estava dando problemas na função "renderer' e a impressão não funcionava, questionando na lista gentoo-users fui indicado a utilizar a versão não-estável 1.5, porém como já tinha instalado a 1.4.1 antes, reinstalei novamente tanto o cups quanto o foomatic e refiz a configuração para instalar a versão não estável do pacote execute:
#ACCEPT_KEYWORDS="~x86" emerge hpijs
ou adicione "net-print/hpijs" ao seu /etc/poratge/package.keywords (só funciona a partir da versão 2.0.50 do portage)
e execute:
#emerge -uD hpijs.
Com os drivers instalados, inicie o cupsd
#/etc/init.d/cupsd start
Coloque ele na inicialização do sistema para que não ter que executar a cada boot quando quiser imprimir.
#rc-update add cupsd default
Com o comando abaixo verifico o ID da minha impressora:
#grep "HP DeskJet 400" /usr/share/foomatic/db/source/printer/*
/usr/share/foomatic/db/source/printer/HP-DeskJet_400.xml:
HP-DeskJet_400 é o ID.
Em seguida, verifico o driver da impressora, utilizando o ID:
grep HP-DeskJet_400 /usr/share/foomatic/db/source/driver/*
/usr/share/foomatic/db/source/driver/hpijs.xml:
*Note que o driver hpijs é o mesmo que encontramos relacionados no linuxprinting.org
Agora para configurar a impressora utilize "#foomatic-configure -s cups -p id_da_impressora -c /dev/dispositivo_lp0 -n nome_da_fila -d driver":
#foomatic-configure -s cups -p HP-DeskJet_400 -c file:/dev/lp0 -n HP -d hpijs
Pronto, a impressora já está funcional, nos programas com suporte nativo ao cups (grande maioria) é só mandar imprimir normalmente.
Em alguns programas como o gimp, é necessário uma "extensão cups" extra para que a impressão ocorra sem problemas, para isso instale o gimp-print:
#emerge gimp-print
Agora você já pode acessar em seu browser http://localhost:631 o Administrador de Impressoras em interface WEB
Lá além de verificar status de impressora, cancelar impressão, pode-se também instalar/remover impressora além de outras opções.
O gnome também possui um software para configuração e administração de fila de impressora, em caso de distribuições baseadas em gnome como esta, provavelmente o pacote estará instalado, se não:
#emerge gnome-cups-manager
após instaldo pode-se utilizar
#gnome-cups-manager
para as mesmas funções da versão web.
Nos testes que realizei no gnome-cups-manager o software travava sempre que mandava exibir a fila de impressão
Bibliografia
Gentoo Printing Guide - http://www.gentoo.org/doc/en/printing-howto.xml
Domingo, Março 07, 2004
XIV - Sobrevivendo em modo texto
Nos últimos dias tive alguns problemas com meu processador e para resumir
a história ele estava tendo um crash irrecuperável, o próprio kernel recomendava
que o sistema fosse reinicializado.
Quando o problema ocorria (minutos após o boot) não era mais possível iniciar o modo gráfico,
o som deixava de funcionar, e apenas a conexão adsl se mantinha estável mesmo sendo pppoe, além também
de que alguns programas podiam ser compilados.
O links2 está ótimo e não deixa nada a dever aos browsers gráficos (este post foi feito em partes
no links2 em modo texto), inclusive o links2 pode ser compilado para rodar também em modo
gráfico utilizando USE="X".
outras opções podem ser adicionadas como USE="X javascript tiff"
verifique antes as opções disponíveis com "emerge links -pv"
#USE="X javascript tiff" emerge links
Outro software de grande uso foi o centericq que têm ótimos recursos e é feito em ncurses, além de se conectar
nas redes icq, yahoo, jabber, entre outras.
#emerge centericq
Dei por falta também de um client de P2P, então lembrei que o gift roda em modo texto, além de se conectar
na rede fasttrack (KaZaa).
#emerge gift
baixa e instala o daemon do gift
#ACCEPT_KEYWORDS="~x86" emerge gift-fasttrack
baixa e instala o plugin da rede fasttrack (kazaa)
#emerge giftcurs
baixa e instala uma interface baseada em ncurses
também existem interfaces gráficas mas eu preferi esta
#emerge -s gift
lista todos os pacotes disponíveis que tenham a palavara "gift" no nome,
procure por uma interface de sua preferência
Após instalado é necessário rodar o gift-setup para configura-lo
$gift-setup
execute o comando acima com o usuário que irá rodar o gift.
responda as perguntas do configurador e seu gift estará instalado.
$giftd -d
executa o gift como daemon (em segundo plano)
$giFTcurs
executa a interface ncurses (troque para outra interafce de sua preferência)
obs.: este tutorial não tem por objetivo cobrir a configuração do gift-setup.
Pra quem ficou curioso sobre o problema do meu cpu, veja abaixo parte do que
capturei com o dmesg:
Trying to fix it up, but a reboot is needed
Unable to handle kernel paging request at virtual address 0002dd2a
printing eip:
c01424de
*pde = 00000000
Oops: 0000 [#2]
CPU: 0
EIP: 0060:[
EFLAGS: 00010002
EIP is at free_hot_cold_page+0x7e/0x100
eax: 00000000 ebx: 0002dc56 ecx: c047c8f0 edx: 0002dd22
esi: c145d7d8 edi: dc726000 ebp: e1e124f8 esp: dc727ecc
ds: 007b es: 007b ss: 0068
Process modprobe (pid: 5098, threadinfo=dc726000 task=dc7392e0)
Stack: c0415a72 c145d7d8 c047f590 00000000 00000202 0002dc56 00000062 dff328e0
00000001 e1e124f8 c0154b96 e1c44000 e1e124f8 e2081e00 00000488 ddc49680
c0154c37 e1c44000 00000001 c013c2f5 e1c44000 ddc49680 e2028250 0000000c
Call Trace:
[
[
[
[
[
Code: 8b 42 08 39 83 cc 00 00 00 7d 48 8d ab dc 00 00 00 8b 93 dc
<6>note: modprobe[5098] exited with preempt_count 1
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004
XIII - Atualizando
Fiquei fora 2 semanas, por isso a falta de posts.
Li que já foi liberada a versão 2004 do Gentoo com algumas atualizações no portage, gcc, e a inclusão do catalyst que auxilia na criação de um Live-CD, tarefa que fará parte deste walkthrough.
#emerge sync
Atualiza a base dados de softwares da arvore do portage
#emerge system -u
Atualiza os softwares base do sistema, como o portage, a gcc, dentre outros
utilize -pv para obter uma lista dos softwares à serem instalados
Tempo aproximado de execucao: 3 h
#etc-update
Atualizar os arquivos de configuração
é importante lembrar que nem sempre podemos apenas substituir os arquivos de configuração existentes pelos mais novos, pois algumas vezes parâmetros/opções podem ter sido especificadas "manualmente" e não constarão das versões que acompanham o novo software, sendo assim é recomendado que sempre seja comparada uma versão com a outra antes de tomar decisões.
#env-update && source /etc/profile
Atualiza o ambiente
#emerge world -Uu
Atualiza os demais softwares do sistema, como o gnome, etc.
é importante a utilização da opção "-U" principalmente em casos de utilização de versão marcada como não estável de algum software (ACCEPT_KEYWORDS="~x86"), esta opção informa ao portage para fazer upgrade apenas, impossibilitando que versões anteriores porém marcadas como estáveis substitutam as mais recentes
Tempo aproximado de execucao: 5h
#etc-update
Atualizar os arquivos de configuração
#env-update && source /etc/profile
Atualiza o ambiente
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
XII - Servidores
Antes de mais nada é explicitamente recomendada a utilização de um firewall caso deseje utilizar os servidores disponíveis para linux e disponibiliza-los na internet.
Este guia não tem a intencao de orientá-lo na construção de um firewall. Diversos tutoriais podem ser encontrados pela internet, procure no google. Eu estou utilizando o firehol para criar meu firewall.
O firehol é um programa que torna muito simples a configuração de um firewall e pode ser baixado da árvore do portage.
#emerge firehol
#nano -w /etc/firehol/firehol.conf
Mais informações em como configurar seu firewall podem ser encontradas em http://firehol.sf.net
#firehol start
executa o firehol com as opções configuradas em firehol.conf
#/etc/init.d/iptables save
salva a configuração atual do iptables (feita pelo firehol)
#rc-update add iptables default
adiciona o iptables ao runlevel default
Começaremos com o servidor WEB. Para isso iremos instalar o apache. Seguindo as dicas que encontrei no Linux Forum executei o seguinte comando:
#USE="apache2 mysql" emerge mod_php
O comando acima já instala o apache2 com suporte a php e instala tambem o mysql.
Tempo aproximado de execução: 1h30m
Com tudo instalado, edite o arquivo /etc/conf.d/apache2
#nano -w /etc/conf.d/apache2
Voce terá uma linha mais ou menos como essa no fim do arquivo:
#APACHE2_OPTS="-D SSL"
descomente a linha e inclua no final "-D PHP4" deixando a linha assim:
APACHE2_OPTS="-D SSL -D PHP4"
Inicie o apache:
#/etc/init.d/apache2 start
Mysql:
o mysql já esta instalado então devemos executar mysql_install_db
#/usr/bin/mysql_install_db
Cria a senha para o root no mysql
#mysqladmin -u root -h nomedohost password novasenha
#/etc/init.d/mysql start
instalei o phpmyadmin desta forma fica mais fácil a adminstração do mysql.
#cd /var/www/localhost
#mv htdocs htdocs-apache
#emerge phpmyadmin
Configure os arquivos necessários com etc-update
#etc-update
em seguida execute
#ebuild /var/db/pkg/dev-db/phpmyadmin-2.5.4/phpmyadmin-2.5.4.ebuild config
#/etc/init.d/mysql restart
#rc-update add mysql default
agora é só acessar o phpmyadmin pelo browser no endereço http://localhost/phpmyadmin
usuário root e a senha cadastrada no mysql anteriormente.
Um recurso interessante disponível na web é o dynamic dns, você instala um programa que informa ao servidor o seu ip atual, desta forma você tem um host tipo namek.no-ip.com que fica mais fácil de lembrar do que o seu ip inteiro. Ótimo para quem tem broad-band :)
O cliente para linux do no-ip pode ser instalado da seguinte forma:
#emerge noip-updater
#noip2 -C
cria o arquivo de configuração
#rc-update add noip default
Bibliografia
Firehol - http://firehol.sf.net
Linux Forum - www.linuxforum.com
No-ip - no-ip.com
Google - www.google.com.br
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
XI - Mais software, mais funcionalidade, mais configuração
Ainda na questão de softwares, faltou mencionar o aumix que alem de funcionar como um mixer (texto/gráfico), salva e carrega suas definições de mixer, assim toda vez que voce iniciar o micro o volume volta ao ponto anterior que tera sido salvo durante o ultimo shutdown.
#emerge aumix
#rc-update add aumix default
Depois que instalei o aumix percebi que ele não iniciava corretamente pois não estava achando o /dev/mixer.
Verifiquei então que havia colocando tanto o hotplug quanto o aumix como init default, desta forma o aumix era inicializado antes que os modulos tivessem sido carregados, então corrigi com
#rc-update del hotplug
#rc-update add hotplug boot
Desta forma o hotplug é inicializado antes do aumix, provendo os modulos necessários para que o aumix carregue o volume salvo no último shutdown.
Para edição de páginas web existe um novo software que promete ser tão bom quanto o dreamweaver, seu nome é NVU e tem sido divulgado nas principais listas de discussão, porem como o software nao consta ainda na arvore do portage utilizarei o bluefish que é um software muito bom.
#emerge bluefish
Outro software que estava me fazendo falta é o wordtrans (compatível do babylon translator), só que esse não tem na árvore do portage, entao baixei ele e compilei ele na mão, alem de ter que fazer alguns comentários no código fonte.
O wordtrans pode ser baixado em http://wordtrans.sourceforge.net/, no meu caso baixei a versão wordtrans_1.1pre13.tar.gz e descompactei na pasta /usr/src
#cd /usr/src
#wget http://www.escomposlinux.org/rvm/wordtrans/wordtrans-normal/latest/source/wordtrans_1.1pre13.tar.gz
#tar xzvf wordtrans_1.1pre13.tar.gz
#cd wordtrans_1.1pre13
como estava dando erro na compilação comentei 2 linhas do arquivo src/QApplicationWindow.cpp
#nano -w src/QApplicationWindow.cpp
Ctrl+C mostra o número da linha atual
a primeira linha a ser comentada foi a 164:
//dock_clip_item= dock->menu()->insertItem( _("&Watch clipboard"), this, SLOT(cambiaClipboardMenu() ), 0, -1, 1 );
a segunda é a 486
//preferencias->insertItem( _("&Clipboard"), clipboard );
feito isso execute make all e make install para instalar o programa
#make all && make install
#cp src/qwordtrans /usr/bin/qwordtrans
Para executar o programa digite qwordtrans, agora fica faltando os dicionários que podem ser baixados em ftp://ftp.ac-grenoble.fr/ge/languages/babylon_dict/
Pela minha experiência percebi que para utilizar os dicionários eng2eng e eng2por é necessário também que seja copiado dictionary, english e english2.
Descompacte os arquivos desejados em alguma pasta de sua preferência e configure no programa através das opções do menu Dictionaries -> New -> babylon_translator -> OK
dê o nome de sua preferência e seleciona o dicionário à ser utilizado (eng2*), clique em OK novamente e o dicionário esta instalado. Para utilizar o dicionário selecione no menu Dictionaries -> nome_dado_ao_dicionario. Voce tambem pode habilitar a opção Preferences -> Watch Clipboard, de forma que ao selecionar qualquer palavra com o mouse ou teclado o programa já traduz.
Obs.: aparentemente as linhas comentadas no código fonte não trouxeram nenhuma instabilidade ao software, porem devem ser observadas quaisquer anormalias que o software possa apresentar.
Mais um software de grande utilidade é o cliente de ftp e nesse caso utilizarei o gftp
#emerge gftp
O dia é um software que pode ser utilizado para criar organogramas, utilizarei para tentar estruturar um site.
#emerge dia
Habilitando o supermount.
Como meu kernel não tem suporte ao supermount (montagem automatica de dispositivos removiveis), resolvi inclui-lo aplicando um patch.
Baixei a versão para meu kernel 2.6.2 http://cesnet.dl.sourceforge.net/sourceforge/supermount-ng/supermount-2.0.4-2.6.2.patch.gz
Para aplicar o patch segui os seguintes passos:
Baixei o arquivo no diretório /usr/src/linux
#cd /usr/src/linux
#wget http://cesnet.dl.sourceforge.net/sourceforge/supermount-ng/supermount-2.0.4-2.6.2.patch.gz
#gunzip supermount-2.0.4-2.6.2.patch.gz
#patch -p1 < supermount-2.0.4-2.6.2.patch
#make oldconfig
Com o comando make oldconfig utilizamos o arquivo .config que tem as definições do kernel atual e adicionamos as novas opções do kernel a ser compilado.
As duas perguntas que me foram feitas pelo programa são:
Supermount removable media support (SUPERMOUNT) [N/m/y/?] (NEW) y
Enable supermount debug code (SUPERMOUNT_DEBUG) [N/y/?] (NEW)
nas quais respondi respectivamente Y e N
compilei o kernel novamente com:
#make && make modules modules_install
não esquecendo de recoloca-lo em seu devido lugar:
#mount /boot
#cp System.map /boot/System.map
#cp arch/i386/boot/bzImage /boot/kernel-2.6.2
e não esquecendo de rodar o lilo novamente.
#lilo
Tambem alterei algumas linhas do fstab que correspondiam aos drives de cd/dvd de forma que elas ficaram assim:
#nano -w /etc/fstab
none /mnt/dvd supermount fs=auto,dev=/dev/cdroms/cdrom0,--,users 0 0
none /mnt/cdrw supermount fs=auto,dev=/dev/cdroms/cdrom1,--,users 0 0
Ainda não tinha explicado mas a opcao "-w" do nano e para que não haja quebra de linhas no limite da tela. nano --help para mais informações
Esqueci de mencionar, mas instalei o kernel-2.6.2-rc3, primeiramente porque estava tendo um problema com o iptables na versão 2.6.1, embora depois eu tenha percebido que estava cometendo um erro, mas já que agora estamos de kernel novo, vamos testá-lo
#ACCEPT_KEYWORDS="~x86" emerge development-sources
Baixa o patch patch da nova versao
#cd /usr/src/
#rm linux
remove o link simbolico linux
#ln -s linux-2.6.2-rc3 linux
cria o link simbolico linux para a nova versao
#cd linux
#make oldconfig
busca as configurações novas utilizando um arquivo .config existente
#make menuconfig
Selecionar opções e compilar.
#make && make modules modules_install
#mount /boot
#cp System.map /boot/System.map
#cp arch/i386/linux/bzImage /boot/kernel-2.6.2
Adicionar o novo kernel no lilo.conf
#nano -w /etc/lilo.conf
image = /boot/kernel-2.6.2
root = /dev/hdb6
label = Gentoo-2.6.2
read-only
initrd=/boot/initrd-1024x768
append="splash=verbose"
#lilo
Pronto, kernel instalado.
Bibliografia
Wordtrans - http://wordtrans.sourceforge.net/
Google - google
Kerneltrap - http://kerneltrap.org/node/view/1729
Supermount-ng - http://www.sf.net/projects/supermount-ng
NVU - http://www.nvu.com/
Bluefish - http://bluefish.openoffice.nl/
Domingo, Fevereiro 08, 2004
Recentemente li o artigo "Guia sobre o kernel 2.6.2 e compilação no Conectiva Linux" do Eduardo de O. Hernandes (eduardo@kees.com.br) que me deu uma otima orientacao, acrescentando dicas de grande importancia.
O guia e de leitura obrigatoria a quem compilar seu proprio kernel e pode ser acessado em http://www.pinguinzada.com.br/downloads/resumo_e_compilacao_kernel-2.6.2.txt
